eu e minha metade inteira

eu e minha metade inteira
quinta da boa vista, quase ontem

sexta-feira, 20 de maio de 2011

detalhes tão pequenos do meu lar

essas almofadas foram feitas pela querida Priscila, e como não podia deixar de ser, são a grande graça na minha varando porque gatos fazem parte da minha vida!

Fidra está aí, como um detalhe bonito da janela


este gato fofo, azul, foi obra de Priscila e presente da Fabi. Mora na minha varanda

comprado na Feira do Lavradio, um dos lugares que mais gosto de ficar na vida!

esse porta chaves foi o 1º objeto que comprei pra minha casa, isso quando eu nem sonhava que teria uma casa, ou só sonhava. eu ainda trabalhava na saraiva e comprei na Livraria da Travessa que ficava no paço, agora é Arlequim

um minha mana me deu, o outro comprei, o fofo é que ficaram perfeitos nessa janela

não ficaram?


presente do meu amigo Bruno, me ajuda a ler, toda noite

comprei no mundo verde e não era assim, tinha uns vasinhos diminutos... coloquei meus copinhos de cachaça e essa maravilha comprada na Bahia na casa de jorge amado, virou uma espécie de altar

esse gato é presente da Bê e acho que é Espanhol, o Pinóquio é de Santa e um desejo antigo. memória de um domingo lindo!

o quadro é do Laradio é o poste.... ai o poste... presente da mamãe e uma oração aos meu amigos e guardiães

esse menino lindo, soltando pipa é do Pelourinho!

linda né! comprei pra dar de presente, mas me apeguei horrores


essa é irmã daquela

meu altar particular... um hino ao amado, dono do meu coração! são os discos LP e uma figura linda que ganhei de presente do zé ano passado, quem fez foi um amigo em comum

santa sara quem fez foi o beto, meu cunhado gitano! o são miguel é presente de mamãe e iemanjá foi feita pelo rigo e laercio, presente de aniversário deste ano

meu poste


minhas cachacinhas e a garrafa que amo, lá de Paraty


esse é o DNA, eu amo tanto, tamto que a mamãe me deu, morava antes na sala dela

esse baú eu e zé achamos no lixo, achei tão lindo... meus dvd's moram dentro

de paraty

sinal de transformação, mora no meu quarto, presente de aniversário da Bê

presente do papai, amo xadrez embora não jogue a anos!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tenho amigos loucos, indiscutivelmente. Fui à padaria comprar café (e a formiguinha subiu no meu pé) quando voltei o celular estava tocando, era a Lê, mas não deu tempo de atender, tentei retornar, não consegui.  Fiz café, preparei o pão, entrei no vicio do facebook para acordar e li nas atualizações: Amanhã na sala Mestre Paulo Freire, debate conduzido pela professora Amanda Guerra. Ah????? tá! e aí minha cabecinha deu ma cambalhota, percorreu cada cantinho tentando achar o momento daquele domingo maravilhoso em que me comprometi a conduzir um debate sobre um filme que eu nem tinha visto, cujo horário eu nem tinha certeza de poder ir... Já estava prometendo parar de beber, acreditando que poderia ter falado alguma coisa sob efeito da heineken, quando o telefone toca pra me salvar da abstinência: não, eu não tinha combinado nada, ela que resolveu me convocar! Que alívio! Que medo!
Alívio porque a doida não era eu e medo porque a responsabilidade era muito grande!
Mas a Lê vive realizando meus sonhos.... Quando fui fazer História, um dos meus objetivos era dar aulas para normalistas... e terça lá estava eu, em um bate-papo com elas, mediado pelo filme na Sala que mais gosto de estar.
Hellenice é doida demais ou confia muito em mim, porque nunca me viu falando nada de História, eu nem conhecia o filme, mas mesmo assim acreditava (tinha certeza?) que daria certo.
Eu não consigo dizer não para ela e nem fujo de desafio, saí correndo atrás do filme pela TEIA e vi que "A culpa é de Fidel" não falava da Revolução Cubana, de qualquer maneira me veio em mente a formação de esquerda começando com os debates em casa sobre Cuba (meus pais tinham uma amiga que viveu em Cuba) e da leitura do meu primeiro livro "marxista" Viver em Cuba, isso com 9 anos.
Depois as brigas ideológicas com Fidel e a paixão por Che. Podia ficar nisso durante dias, mas o filme levaria a discussão para outras margens, e foi um delícia!!
Abaixo coloco a indicação do filme e aqui agradeço a Lê a oportunidade, mais uma!, de poder compartilhar nesta Sala tão cara ao meu coração!

adoro


A Culpa é do Fidel!

  
Título original: (La Faute à Fidel)
Lançamento: 2006 (França, Itália)
Direção: Julie Gavras
Atores: Nina Kervel-Bey, Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Benjamin Feuillet.
Duração: 99 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
     
(8 votos)
          

Sinopse

Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.

www.adorocinema.com   em 18 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um domingo espremido entre um sábado chuvoso e uma segunda que não se sabe seca ou molhada.
Um domingo de sol e céu tão azul que só pode ser compreendido com a estrutura da magia.
Um domingo assim precisava de lugar e companhia em igual estado etéreo.
Nenhum lugar no Rio mas mágico conheci do que Santa Teresa, suspensa por trilhos e arcos, vive entre o sonho e a realidade, envolto em brumas de saudade. É um bairro que se respira para ontem.
E nesse domingo, nesse lugar, três moças-meninas-mulheres se encontraram ao pé do bonde.Uma esperando a outra, duas aguardando mais uma. Uma que Lê, a outra que vos escreve e mais uma doce como Mel.
Ao fundo um Redentor abençoando, um Pão de Açucar e de Afeto emoldurando e um azul que de tão azul, parecia impossível.
Para degustar, nada menos que o perfeito: café quente e forte, canela e um pingo de leite, bolo de laranja, sanduiche de hortelã, acarajé pra chamar os deuses, heineken tatuada pra agradar os olhos, risoto de camarão pescado no céu, boêmia e malzebier pra acalmar a sede de amanhãs.
E como se isso tudo não fosse perfeito demais para um domingo, Bartô e Chico (o Alencar, porque se fosse o Buarque estaríamos no céu!), nos brindando.
Sim, faltou minha Flor do Deserto, minha metade inteira, minha luz verdadeira, minha co-madre que sempre quis. Mas para um domingo, pra perfeição de um único domingo, uma que adoça, uma que guerreia e uma que lê, estava perfeito!
Bendito seja quem inventou o domingo e que os deuses cubram de bençãos essa tríade feminina forjada no sonho da amizade.

“Por que minhas filhas se alfabetizaram com 4 anos e meus alunos ainda não sabem ler?”

Não sou mãe, não posso falar dos filhos que não tenho. Mas sou filha, e posso falar da família que tenho e porque me alfabetizei aos 4 anos. Em certa medida posso falar um pouco de todas as crianças que fomos e de como nossos filhos serão e porque meus alunos não são como nós. Posso tentar responder a pergunta e, com certeza, levantar mais um monte, inerentes a essa dura/linda tarefa de alfabetizar.
            Não havia proibição para livros, eu e minha irmã podíamos usar qualquer livro, dicionário ou enciclopédia, podíamos usar como apoio para desenhar, pôr na cabeça para quando queríamos inventar de ser manequim, podíamos usar como tijolo para a casinha e como bíblia para o padre que batizaria nossas bonecas, e é claro, podíamos ler.
            Lá em casa se lia. Lia a minha mãe e meu pai. Liam tudo que tinham pela frente: livros de literatura, política, jornal que embrulhava ovo e até bula de remédio; inclusive minha mãe colecionava bulas de remédio, ficavam catalogadas em uma pasta guardada na segunda gaveta da estante da sala, porta da direita, e nós podíamos pegar para brincar ou ler, escolhíamos. Às vezes era a mesma coisa.
            Era comum acordar de madrugada para fazer xixi e ver minha mãe sentada na janela (isso mesmo, na janela) com um cigarro numa mão, o café do lado, um ou mais gatos no colo e um livro na outra mão. Veja bem, era comum, não foi marcante porque foi extraordinário e sim porque se repetiu durante toda a minha vida de criança.
            Meu pai demorava em terminar um livro, minha mãe devorava, ambos liam. Lembro de vê-los relendo livros e perguntando por que, e diziam que cada vez que se lia uma história ela era diferente (anos depois descobri que quem se torna diferente somos nós mesmos).
            Minha mãe lia para mim e para minha irmã, sempre, toda noite ou a qualquer hora do dia. Lia o Pequeno Príncipe e Clarisse Lispector, lia. Meu pai respondia, com toda a paciência que lhe é peculiar, a qualquer pergunta: de onde vêm os bebês, o que é Cuba, o que é astro, quais são as sete maravilhas do mundo, o que é mausoléu e o que é Halicarnasso, o que é ser ateu. Tudo tinha um “purexemplo”. Era permitido questionar.
            Tínhamos papel a nossa disposição, lápis, cores. Podíamos rabiscar as paredes do nosso quarto, podíamos escrever e ler. Íamos à biblioteca com frequência, podíamos participar da maioria das conversas de adulto, as proibidas, escutávamos atrás das portas, éramos ouvidas.
            Quando chegou o tempo da escola, essa não era muito diferente de tudo que nossa vida tinha, não era tão divertida, havia mais restrições e nem sempre éramos ouvidas, mas tinha livro, lápis, papel, gente que sabia ler e que lia para a gente, gente que falava muito parecido com a gente, enfim, estávamos num lugar conhecido, num mundo que pertencíamos.
            Quando meu aluno chega à escola para se alfabetizar aos 6 anos, provavelmente nunca leu um livro, nunca pegou, brincou, cheirou um livro, em alguns casos nunca viu um livro, ninguém leu para ele a noite, talvez ele não consiga dizer o nome de 10 pessoas que saibam ler e que leiam com frequência, talvez ele não conheça ninguém que saiba ler. Lápis e papel não tem, talvez não tenha pelo resto de sua vida escolar, suas perguntas nem sempre são ouvidas, suas dúvidas não podem ser sobre o porquê das rosas terem espinhos, pois nunca leu o Pequeno Príncipe, não sabe o que um menino pode fazer com a panela na cabeça. Talvez nunca tenha realmente levado uma conversa a sério com um adulto, pois talvez ninguém queira levá-lo a sério, ou porque tudo é tão sério que não há tempo para ser ouvido.
            Quando ele chega à escola é num mundo diferente que ele se encontra, e muito cedo ele vai aprender que nesse mundo o que ele sabe não vale de quase nada. E se mesmo assim ele sentir-se encantado com tudo que viu e ouviu e quiser dar continuidade ao maravilhamento do mundo da leitura, em sua casa ele não vai encontrar similar, boa ou ruim, a escola termina em si mesmo, não tem como encontrar os seus vestígios pelas vielas e becos que percorre.
            Se no primeiro dia de aula eu pergunto para que time ele torce, e ele me responder “framengu”, eu vou corrigi-lo e dizer que o correto é Flamengo e ele se cala. Se cala porque torceu pro “framengu” desde que nasceu, fala que vai ao Maraca ver o “Framengu” e todo mundo, até então, entendeu, todo mundo fala assim, ninguém nunca achou que ele era tricolor ou alvinegro, todos sabiam que era “framengu”. Muito cedo ele aprende que o jeito dele falar é errado, feio, do morro, mas ele continua ouvindo fora da escola e continua sendo compreendido, parece que só na escola ser “framenguista” é errado. E mais tarde, quando ele tentar usar a sua fala para conseguir encontrar a letra certa para escrever, como eu fiz, você fez, ele descobre que também vai acabar escrevendo errado, pois como ele fala é muito diferente do que a professora quer, então quando ele diz “craru”, na verdade tem que escrever claro, e isso é tão difícil... Não foi para mim, nem para você porque nossa fala era muito próxima daquela da minha e da sua professora, mas a dele não. Ele demora em aprender e me pergunto se não há algum problema.
            Mas, veja bem, eu não possuo nenhum problema de aprendizagem e não sei hoje um montão de coisas que meus alunos já sabem quando entram na escola. Eu não sei descobrir só pelo cheiro da casca da laranja se ela está doce ou não, eu não sei fazer conta de cabeça tão rápido quanto ele, eu não sei diferenciar só pelo barulho quando são fogos ou quando é tiro (na verdade isso eu já aprendi), eles sabem qual tiro é de pistola, qual é de AR-15 e qual é de metralhadora, e conseguem saber quando eu nunca sei quando vai chover só olhando para o alto do morro. Eu juro, eu não tenho nenhum problema de aprendizado, eu só nunca peguei laranja do pé, nem trabalhei na barraca da feira com a minha mãe e também não é do meu cotidiano ver armas e ouvir tiros, desculpe eu passei a maior parte do tempo brincando e lendo. Mas se um aluno quiser me ensinar, eu aprendo. Pode ser difícil, ele vai ter que ter paciência, até porque eu não tenho pé de laranja no meu quintal e nem vou trabalhar na feira e também não espero vivenciar a deprimente violência que é cotidiana para meus alunos, mas eu posso aprender se ele se esforçar, se ele entender que passei toda uma vida enfiada em livros, e toda vez que tiver um barulho ele dizer: “Ó tia, escuta isso, é tiro, o barulho é seco, entende?” Se ele me der a laranja e falar: “Ó cheira, tá sentindo que o cheiro é doce, tem mais caldo, tá mais madura, tem mais gosto e é mais doce”. Mesmo não vivendo no seu mundo eu vou conseguir aprender. Mesmo não encontrando nos meus livros similar para a sabedoria dele, eu vou aprender. Ele também é só eu aprender como.
Amanda Guerra 8/4/2009

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gatos são lindos

Definitivamente não é a toa que homens e mulheres bonitos são chamados de gatos e gatas, eles são realmente lindos! Além de bons companheiros, divertidos e tudo mais são esteticamente apreciáveis, essa altivez aristocrática, essa mania de permanecer limpo nas mais adversas situações, o olhar blasé. O menor dos felinos, o único que julgamos domesticável (embora eles não concordem), faz parte da minha vida desde muito pequena, e na minha nova casa, além de andarem por aí, são também parte da minha decoração.

Tenho gato pra pendurar chave, gato na janela, pendurado na porta e, a pouco tempo, adquiri mais dois, que me são muito especiais: um azul lindo que ganhei de minha querida Fabi e que foi obra da artesã dona desta casa, o atelier Zanutti, na ocasião do meu aniversário, veio dentro de uma sacola fofa e agora habita minha varanda. O outro, uma sacada genial de Priscila, são duas almofadas que juntas formas o olhar de um gato. Enfim, gato é tudo de lindo e Priscila sabe captar essa força felina e transformar em objetos lindos para nossa casa! Miau.

Ainda sinto falta


Sinto falta do marxismo-leninismo-trotskismo, sinto falta do café compartilhado e dos livros lidos juntos, sinto falta da intelectualidade descompromissada e da fé no ateísmo. Sinto falta da lógica contraditória, da militância por um mundo melhor e mais justo. Sinto falta de dividir o sofá, de compartilhar leituras, de discutir. Sinto falta do cheiro de cigarro, de cozinhar junto, de discutir política. Sinto falta de ver documentário de escolher o melhor texto pra utilizar, de dar e receber opinião. Sinto falta do ciúme desenfreado, das brigas homéricas, das discussões de titãs. Sinto falta do silêncio que mais dizia. Sinto falta dos elogios pela atuação na educação, das cobranças na mesma medida. Sinto falta das flores trazidas todos os dias, dos sambas cantados juntos, do ciúme do Chico e da Tereza, das dedicatórias nas páginas dos livros, dos bilhetes sem sentido, do carinho e do perdão.
E mais que tudo, sinto falta de sentir a falta que a sua falta me faz.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Era uma casa muito engraçada

No princípio era o verbo: quero comprar uma casa.
Sempre morei de aluguel, embora, quando solteira, minha mãe tenha tido um apartamento próprio, ele não resistiu a paixão louca de um casamento, enfim... Moramos de aluguel enquanto crianças, moramos na casa da família do meu pai quando adolescentes. O teto não era nosso, mas, enquanto crianças não percebíamos essa diferença. Bem, não havia diferença, não conhecíamos o outro lado. Então, na minha família, não havia essa cultura de casa própria. Quando saí de casa, aos 19 anos, para morar só, o aluguel me pareceu a melhor opção (e também a única). E lá se foram mais de 10 anos...
Ter algo que pudesse chamar de meu começou a fazer sentido quando convivi com uma família (Vieira Costa) onde o bem precioso legado era o imóvel. E mesmo assim relutei muito para que isso virasse prioridade número um.
Depois de muitas propostas loucas (ser funcionário morador para economizar, morar na favela para economizar, morar com os sogros para economizar....) resolvemos juntar grana.
Bem, o casamento acabou antes da casa existir mas o desejo permaneceu e em 26 de março de 2011 eu dormi pela primeira vez debaixo de um teto meu.
É claro que tenho 20 anos para pagé-lo, mas isso são outros quinhentos...
A minha casa tem teto, parede, chão e sonhos. Risos de muitos amigos que ajudaram o sonho a tornar realidade, furos na parede do papai e orgulho inconteste da mamãe (e muita ajuda financeira dela.,que é uma deusa!), tem saudade da irmã e cerveja na geladeira (por enquanto não faltou!) miados dos bichanos e fotos dos amados, presentes dos chegados, cafunés dos queridos.
É uma casa engraçada feita de luz e nuvem.
Sejam bem-vindos!!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

palavras ao vento

O problema é que não sou um computador humano, como minha irmã Val. Se fosse, meus textos mentais que escrevo nos mais diferentes lugares e nas mais surpreendentes situações, seriam postados imediatamente no blog. um link: cérebro/net. mas não sou. e então eles se perdem no tempo e no espaço, sai pelo ouvido, cai no travesseiro e eu sacudo de manhã e vão pro éter. tenho pena, cartas pra espanha já escrevi (mentalmente) mais de mil.
Mas coisa que eu já li mais de mil, escrever é exercício. senta e escreve. mas também, um ser viciante como eu, achei uma cracolândia que me viciou mais do que devia.... Agora meus leitores cobram meus textos e eu absurdamente envaidecida volto pra cá correndo!!!
Ontem estava com um texto no peito, na cabeça, na ponta dos dedos, e ele precisou morar aqui, nesta casa virtual das minhas dores e pensamentos, alegrias, risos e lágrimas.
Pois bem amores, voltei! Bê já demonstrou estar perdendo a paciência e estava quase perdendo também minha possível editora Fabi (ela prometeu que me banca!!!)
O problema é que nesses meses de silêncio escrito, mil coisas batem no peito. O jeito é começar!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sonhos compartilhados, copos, risos e lágrimas. Prantos e dores sarados ombro a ombro. Idéias e ideais. Certezas eternas que duraram uma semana. Dúvidas passageiras que persistem até hoje. Estilos. Salto alto pra nunca mais usar rasteirinha. Rasteirinha pra provar que mudamos de idéia. Uma casa construída tijolo a sonho. Uma casa comprada tijolo a sonho. Uma menina virando sereia, virando mulher. Um menino desde os dois risquinhos do teste, antes, desde a blowtex. Amores amados por um dia. Casamentos que foram eternos enquanto duraram. Amores que pareceram intermináveis. Corações partidos, estilhaçados mesmo sendo de pedra. Colados com a cola que aprendemos a fazer nos bares da vida. No Lopes Well. Taças de vinho. Vinho da Discórdia. Convergências e discordâncias. Afastamento de espaço. Outro menino. Família criada laço a laço. Paixões compartilhadas: café e Chico. Ventres que aprenderam a dançar juntos. Dança pra não enlouquecer. Enlouquecemos muitas vezes juntas. Profissão, aprendizado compartilhado. Orgulho mútuo. Decisões difíceis de serem tomadas. Tomadas por que a outra estava do lado. Lado A. Lado B. Noites a fora, acordadas. Palavras e mais palavras. Uma fênix dançando hip-hop. Um cavalo marinho no pescoço.
Uma na outra: no corpo feito tatuagem.

Obrigada Deus por permitir reencontrar um amor amigo que me é tão caro.

Parabéns Fabianne Arguello.

Aproveitemos da vida aquilo que ela nos dá, afinal o nosso lema:

O que vier, vem bem

segunda-feira, 28 de março de 2011

Amigos, tempos e ventos novos soprando.... estou longe do blog, mas perto do coração com mil textos mentais... aguardem só mais um tico que venho escrever sobre a casa, a escola, as andanças e os copos. Amo tus

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

enfim, 2011

Quando findava o surpreendente ano de 2010 pensei muito em fazer um balanço, achei que ele merecia. Foi muito louco, meio montanha russa, coisas boas acontecendo em meio a coisas que não esperava, nem desejava. Fiz diferentes e inúmeros textos mentais até que 2011 chegou e o balanço de 2010 caiu no poço profundo do depois. Hoje já não acho que vale a pena (ou a tecla). Passou. Pessoalmente quem esteve comigo sabe o que ele prometia e no que se transformou, profissionalmente é só ler os outros blogs, o do PEJA e o de alfabetização, e de tudo saberá. E o resto, enfim, é o resto.
Com 2011 nascendo visitei uma amada amiga, que tinha tempo não chegava tão perto e gostei das mudanças na vida que sempre quis, e no carinho eterno por mim. Depois fui visitar uma terra que sempre me encantou, nossa querida Salvador, e tive um dos momentos mais emocionantes da minha vida por lá. Agora me preparo pra começar um ano profissional que promete ser cheio de mudanças e surpresas, estou querendo que venha, com muita alegria.
Tenho umas "promessas" de início de ano a serem seguidas: comer melhor, me exercitar, comprar menos livro para poder lê-los todos, continuar escrevendo nos 3 blogs, continuar em contato com os que amo, mesmo virtualmente, não impor minha maravilhosa presença a ninguém, e isto significa deixar o outro respirar e compartilhar mais de quem gosta muito de estar comigo, aprender (só um tiquinho) inglês, aprender a dirigir, terminar mais uma pós e pensar com carinho no mestrado e outras coisas que estão amadurecendo e que em breve já estarão prontas para florir.
Enfim, chegou 2011.
Amém.

Futebol ao sol e a sombra

Amo Galeano! Galeano foi a minha primeira referência em América Latina, e posso confessar, mesmo depois de 10 anos na Faculdade de História, que continua sendo. Seu livro "as veias abertas da américa latina", me pegou primeiro pelo título, depois em cada palavra. Quando descobri que Galeano podia falar de tudo, inclusive de futebol, e mesmo assim falaria de política, comecei a comer outros de seus livros. (lista dos já lidos, mais abaixo). Este último lido, "futebol ao sol e a sombra" é simplesmente  fantástico, eu não sou uma apaixonada por futebol, faço parte da maior torcida desorganizada do mundo, meu coração é rubro negro, mas nem em época de copa eu me empolgo com futebol, curto a farra, os comes e bebes e a reunião de amigos, as pernas dos jogadores e curto gols, geralmente sem me importar se fomos nós que fizemos. Peguei o vício de ver globo esporte depois de 8 anos convivendo com um boleiro de bola cheia, mas, é só! Só que Galeano consegue subverter tudo isso, vejam:
"Embora com os mesmos direitos, nunca competem nas mesmas condições o jogador que vem da fome e o atleta bem alimentado. Mas pelo menos no futebol há alguma possibilidade de ascensão social para o menino pobre, em geral negro ou mulato, que só tem a bola como único brinquedo: a bola é a única varinha mágica em que pode acreditar." ou ainda:
"Quando um astro demora para amarrar as chuteiras, não é por inabilidade dos dedos, mas por astúcia do bolso: está exibindo a marca Adidas, Nike ou Reebock nos pés"
"Nunca o mundo foi tão desigual nas oportunidades que oferece e tão nivelador nos costumes que impõe: neste mundo de fim de século, quem não morre de fome, morre de tédio."


Galeano fala do futebol desde o início dos tempos, de cada copa e dos jogadores que fizeram história, de gols memoráveis, e em todas suas palavras, as veias latinas, continuam a sangrar.


De Galeano:
"As veias abertas da América Latina"
"Bocas do Tempo"
"Teatro do Bem e do Mal"
"De pernas pro ar"
"O livro dos abraços"
"Mulheres"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Baianice VII – Maria quebra-sete


Maria quebra-sete ficou famosa no Pelourinho por suas confusões que sempre acabavam regadas a cacos de vidro. Me contaram que uma noite ela chegou num bar, bem louca, cismou que a cadeira que tava sentada ia quebrar, levantou e trocou a cadeira por uma de madeira, mas doida como tava, levantou a mesa junto e quebrou sete garrafas. Veio menino que fazia flor de capim ajudar, garçom, segurança do bar. Maria quebra-sete discutia com todo mundo, quando resolveu sentar, viu a polícia chegando e mais que de repente levantou pra enfrentar o guarda, mas na manguaça, caiu de xiboca pro alto. Foi embora sem nenhum arranhou, só levando consigo a sede de mais garrafa quebrada.

A história é verdadeira, como todas as histórias. Tire dela todo o álcool, troque o nome Maria por um de  verdade e terá a história tal como ela existiu, ou como foi contada

Baianice VI


Desculpem senhores passageiros por atrapalhar o silêncio de sua viagem, sou uma pobre professora carioca que teve o sonho de vir a Salvador, juntei dinheiro esperei as férias e aqui cheguei, saindo do aeroporto um agradável rapaz amarrou uma fitinha do Bonfim no meu braço, agradecida sorri e ele me pediu 2 reais, eu dei. Na praça da Sé um menino pediu ajuda de 2 reais pra comprar alguma coisa e depois vender, eu dei, no terreiro de Jesus um menino pegou minhas malas e disse que me levava até o albergue, nossa! Como minha mala estava pesada! Quando chegamos me pediu cinco reais, eu dei. Depois mais 2 pra tirar uma foto com a baiana e mais 2 pra tirar uma foto de baiana, comprei bala que não queria para ajudar um menino, mais umas cinco ou seis fitinhas a dois reais, um tantinho mais para tirar foto com o capoeirista, dei dinheiro pro menino comprar graxa pra engraxar havaiana ( todo mundo tava de havaiana) e dei dinheiro 3 noites seguidas pro menino tomar sopa, por que a três noites que não comia nada (?!) dei dinheiro pro refrigerante e acho que dei pro crack, nem sei direito. Indo pra Praia do Forte entrou um menino dizendo que precisava de dinheiro pra voltar pra Ilhéus e outro que tinha se livrado das drogas e vendia caneta (eu dei, pra compensar o dinheiro do crack) . Enfim, cheguei ao final da viajem sem dinheiro pra voltar pro Rio, tenho aqui umas fitinhas por 2 reais. Quem quer?!
A ideia é de Vera, só pus no papel (tela, sei lá!)

Baianice V – Bahia é terra de dois


Assim começa um ponto de Umbanda, acaba dizendo que Bahia é Terra de Cosme e Damião, tive as minhas dúvidas, nunca vi tanta criança entregue a própria sorte como lá. Talvez só estejam ainda vivas porque os gêmeos a protegem, pode ser.
Fomos duas vezes a Itaparica, a primeira do jeito “barato”, do jeito do morador: descemos o elevador Lacerda (0,15), pegamos o ônibus bem em frente (2,50), e o Ferry boat (5,20), quem mora e/ou trabalha lá, faz assim. Fomos a praia Pontal de Areia. Da segunda vez fomos de escuna e ficamos na praia do Mangue, linda. Mas a ideia aqui é outra:
Quando vi Salvador se afastando pela primeira vez, vindo de ferry boat, reparei que do lado direito havia muitos prédios, do lado esquerdo só havia casas baixas, casebres e barracos (depois olhem as fotos). Fiquei com aquele ponto na cabeça: cidade de dois, cidade partida. Da segunda vez, o guia da excursão confirmou minha ideia e chamou a nossa atenção justamente para esse fato.
Fiquei num albergue no Pelourinho, andar, andei por lá. De ônibus fui a alguns lugares, porque o aeroporto e rodoviária eram longe donde estávamos. Nunca vi tanto shopping, tanta construção de condomínios de luxo ou semi-luxo, nunca vi tanto pedinte, e olha que moro no subúrbio carioca e ando bastante por aí.
Me pareceu uma cidade que ou se tem muito, ou se tem quase nada. E não vi nenhum baiano preguiçoso. Todos os que vi, conversei, ouvi, ralavam e muito pra manterem-se agarrados no mediano.
Que Cosme e Damião continuem a olhar por eles, por nós.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Baianice 4

Lá no Pelourinho, onde ficamos hospedados, existem muitos Largos, onde tem comes e bebes e apresentação de músicas e eles tem os nomes de personagens do Jorge Amado. Não é fantástico?! Ah! comprei uma cachaça com o nome do Quincas, ainda não degustei, espero os amigos!

Saramago

Meu caso de amor com esse Zé é meio complicado. Precisei descobri-lo de novo para poder lê-lo, mas as vezes ainda empaco em alguns livros; esses ficam me parecendo aquele primeiro que precisei retornar tantas vezes até pegar no tranco. Foi assim: trabalhava na Saraiva e saramago já era o bam-bam-bam, eu achei que devia lê-lo, comprei Jangada de Pedra e deixei guardado. Quando peguei não conseguia desenrolar as páginas, lia, lia, e não lia nada. Um dia indo pro trabalho de ônibus (já no ciep) acordei (porque durmo no ônibus) e deixei o livro no banco. Achei que era um recado dos deuses : esqueça esses livro! E deixei pra lá. Quando em 2005 fui trabalhar na Ricardo em Caxias, conheci a Lê, a menina que percorre o caminho das histórias, e ela me falou, perdidamente apaixonada, de saramago. Então me emprestou o Jangada e enfim, li. Pra mim foi assim, quase como se eu estivesse lendo em outra língua, que eu precisava aprender o ritmo, a manha. Depois de uma s páginas, nem dormia, só lia. Dele já li alguns, depois coloco a lista abaixo, mas em alguns livros eu ainda empaco, aconteceu com A história do cerco de lisboa, o homem duplicado e a viajem do elefante. Desempaquei nessas férias, o homem duplicado. Simplesmente perfeito! Me deu uma agonia gostosa do tempo que lia os vampiros de Anne Rice! Perfeito!

Do saramago:

  • Jangada de Pedra
  • O Conto da Ilha Desconhecida, 
  • A Caverna,
  • Ensaio sobre a cegueira,
  • Ensaio sobre a lucidez,
  • O homem duplicado,
  • O evangelho segundo Jesus Cristo,
  • Caim,
  • O ano de 1993

sábado, 15 de janeiro de 2011

Jorge Amado

É um absurdo, mas li muito pouco de Jorge Amado. Convivi com todos seus livros durante 8 anos em minha estante e só li Quincas Berro d'água. Por que será???? Mas quando estava lá na fundação Casa de Jorge Amado, vendo tudo dele tão perto, não resisti e comprei o infantil (?) O gato malhado e a andorinha sinhá. Eu já tive este livro também, mas dei para uma criança sem ter lido. Li agora e fiquei louca, apaixonada, e este em especial é lindo, tem posfácio do João , filho do Jorge para quem o livro foi escrito, e histórias de como o livro acabou ficando 30 anos guardado em uma caixa. As ilustrações são de Caribé, perfeito.

Mas a história é triste, um amor que não acontece, ou não como gostaria, e o fim é meio Pequeno Príncipe, chorei, é claro!

Baianice 3 - Gatos baianos

Vocês não imaginam a quantidade de gatos, gatérrimos, que encontrei no Pelourinho, tinha gato preto, um monte, e gato louro também (tinha menos, mas tinha). Alguns comeram na minha mão....



Baianice 2 - bebes

cerveja lá é skin, skol até tem mas não é a predileta, provei a danada e realmente a de lá é boa.
de resto foram algumas caipirinhas, pina colada, mojito. e água, pouca.
mojito

caipirinha

as fotos são em homenagem a Ruiva e a Mari, porque sei que gostam bastante.

Baianice 1

Está confirmado, cientificamente provado, sem sombra de dúvidas ou comentários contrários:

As nuvens, são mesmo feitas de algodão

Rubem Alves

Quando peguei este livro: Cantos do Pássaro Encantado, achei por bem ficar longe dele, é um livro do amor, seu nascimento, morte e ressurreição, não sabia apropriado para um coração dilacerado. Mas, meu amor por Rubem Alves (dele já li muitos, ponho a lista abaixo) fez com que arriscasse algumas lágrimas.
Este livro cura! Cura mal de amor! É lindo, fantástico, maravilhoso.

Leiam!!!!!!!!!!!!
do rubem:
a escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir
conversas com quem gosta de ensinar
como encantar o mundo com as palavras
conversas sobre educação
Pinóquio as avessas

E chegou 2011!!!!!!!!

Queridos leitores (que chic!) vou postar baianices, balanço de 2010, promessas pra 2011 e outras coisas, tudo junto e misturado, espero que tenham paciência e vontade de ler, beijos com carinho enorme, euzinha

E que Ogum nos ajude a abrir esses novos caminhos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Caminho

vou ficar uns dias fora.... volto dia 16 cheia de baianices! mas não podia me ausentar antes de dizer: LEIAM MIA COUTO! dele já li Terra Sonâmbula, o Gato e o Escuro e agora O Fio das Missangas. Este último tão doce que vi formiguitas enxugando os olhinhos quando acabei de ler o livro....
Até a volta!