eu e minha metade inteira

eu e minha metade inteira
quinta da boa vista, quase ontem

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um domingo espremido entre um sábado chuvoso e uma segunda que não se sabe seca ou molhada.
Um domingo de sol e céu tão azul que só pode ser compreendido com a estrutura da magia.
Um domingo assim precisava de lugar e companhia em igual estado etéreo.
Nenhum lugar no Rio mas mágico conheci do que Santa Teresa, suspensa por trilhos e arcos, vive entre o sonho e a realidade, envolto em brumas de saudade. É um bairro que se respira para ontem.
E nesse domingo, nesse lugar, três moças-meninas-mulheres se encontraram ao pé do bonde.Uma esperando a outra, duas aguardando mais uma. Uma que Lê, a outra que vos escreve e mais uma doce como Mel.
Ao fundo um Redentor abençoando, um Pão de Açucar e de Afeto emoldurando e um azul que de tão azul, parecia impossível.
Para degustar, nada menos que o perfeito: café quente e forte, canela e um pingo de leite, bolo de laranja, sanduiche de hortelã, acarajé pra chamar os deuses, heineken tatuada pra agradar os olhos, risoto de camarão pescado no céu, boêmia e malzebier pra acalmar a sede de amanhãs.
E como se isso tudo não fosse perfeito demais para um domingo, Bartô e Chico (o Alencar, porque se fosse o Buarque estaríamos no céu!), nos brindando.
Sim, faltou minha Flor do Deserto, minha metade inteira, minha luz verdadeira, minha co-madre que sempre quis. Mas para um domingo, pra perfeição de um único domingo, uma que adoça, uma que guerreia e uma que lê, estava perfeito!
Bendito seja quem inventou o domingo e que os deuses cubram de bençãos essa tríade feminina forjada no sonho da amizade.

7 comentários:

  1. tenho inveja, sei q é feio, mas tenho rsrsrs
    prontofalei

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  2. Eu 'Bethaniamente' vos digo: eu chorei ao ler. Adorei, Dinha, minha queridona!! Poxa...estou sem palavras. Você conseguiu traduzir o intraduzível daquela manhã tão agradável. Muito obrigada pelo carinho.

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  3. Fabi: eu também. A cada frase fiquei desejando imensamente estar lá com elas.
    Mel: se você chorou, imagine eu, estou banhada.
    Dinha: que texto mais lindo, que dia mais lindo, e que moças mais lindas vocês são. Tu tá demais, como pode escrever tão bonito? E que lindo é entender os códigos cifrados desse amor. Esse texto é pra escolhidos e iniciados em uma espécie única de amizade.
    Amor,
    Be.

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  5. (Bê, você estava comigo e com Amanda, dia antes, no show do Vander Lee)

    Amanda, está feito: você é cronista!
    E não escreve qualquer crônica, não!
    Tu é filha de Bartolomeu, que nem eu!!! Pode quem quiser não reconhecer... Azeite!
    Essa crônica tá cheia de prosa! É prosa das mais lindas! Como Bartô, sabe?!
    Que lindo estar nela.
    Que maravilha ter vivido esse dia.
    Que bom que deixei pra ler hoje, junto com a notícia de nascimento de meu "Amor de Mãe D'Água", porque não foi a toa que Nossa Senhora pediu meu colo no domingo: ela carrega a gente na palma das mãos pra abençoar amizade e escrita.
    Sonhos e vida!
    Te amo!!

    PS.: Tive que copiar e colar de novo a postagem, porque escrevi tudo com letra trocada, ou em excesso, de tanta emoção.

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  6. ai, ai, amigas, assim é fácil escrever todo dia!

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